Publicado em · Atualizado em · Christian Costa · Investimentos · 2 min de leitura
CDI ou CDB: o que é melhor?
CDI não é um investimento que você compra. É a taxa que muitos CDBs usam como índice. A escolha é o CDB, o título ou o fundo — e o percentual do CDI que ele paga.

CDI não é uma aplicação. É a taxa dos empréstimos entre bancos, de um dia, que acompanha a Selic. Você não “investe no CDI” como quem compra um título com esse nome no varejo. Você investe num CDB, num fundo ou numa conta que promete render um percentual do CDI: 100%, 110%, às vezes menos.
Por isso a pergunta “CDI ou CDB” mistura a régua com o produto. O CDB é o produto. O CDI é a régua. Um CDB de 90% do CDI rende, pela regra do contrato, menos do que a variação do CDI. Um de 110% rende mais do que o CDI, antes do imposto. O líquido, depois da tabela da Receita, é o que entra na família. Veja quanto rende o CDB e a briga clássica com a caderneta em CDB ou poupança.
Fundo DI ou fundo simples de renda fixa também usa o CDI de referência, cobrando taxa de administração. Às vezes o fundo perde para o CDB do mesmo banco por causa dessa taxa. Leia a lâmina. A CVM exige que o fundo informe custo e risco.
Não existe “CDI garantido” em grupo de mensagem. Quem oferece “render o CDI todo dia na sua conta via Pix” não está vendendo CDI: está pedindo o seu dinheiro fora do sistema. Instituição autorizada, contrato, extrato.
Para a reserva, escolha liquidez e cobertura do FGC quando houver, não o apelido CDI. Para o prazo longo, compare esse percentual com um título IPCA do Tesouro, no simulador oficial, sem misturar os riscos.
Fontes
Este texto é educativo. Não é recomendação de investimento, crédito ou seguro, e não promete rendimento, aprovação ou cobertura.
- CDI
- CDB