Publicado em · Atualizado em · Christian Costa · Finanças pessoais · 2 min de leitura
Como funciona a reserva de emergência?
Reserva de emergência é dinheiro para o imprevisto, em aplicação que você resgata sem susto. O tamanho usual de conversa é de três a seis meses de gastos essenciais, ajustado ao emprego da família.

Reserva de emergência é o dinheiro separado para o que quebra, adoece ou demite, sem pedir empréstimo no dia. Ela fica em aplicação que você resgata em pouco tempo, sem o saldo oscilar para baixo: poupança ou CDB de liquidez diária com cobertura do FGC, a comparação em CDB ou poupança. Não fica em ação, em fundo imobiliário nem em título longo do Tesouro que marca a mercado. O objetivo é estar lá, não render o máximo.
O tamanho que as famílias usam como referência é de três a seis meses dos gastos essenciais, não da renda bruta. Quem tem emprego estável e sem dependente pode estar mais perto de três. Quem é autônomo, ou sustenta mais gente, pensa em seis ou mais. Não é lei do Banco Central. É prudência. Some moradia, comida, transporte, saúde e a parcela que não pode atrasar. Esse número, vezes três ou seis, é a meta. Até lá, qualquer valor mensal já é reserva — veja como sair do vermelho se a meta parecer distante.
Não use a reserva para promoção de eletrodoméstico. Se usar num imprevisto de verdade, reponha no mês seguinte, antes de voltar a investir. A formação cabe no orçamento como uma conta, igual à luz.
Tesouro Selic, para quem já entende o resgate em dia útil, pode servir a uma parte da reserva; o funcionamento está em Tesouro Direto. O primeiro degrau, para quem quer simplicidade, continua sendo o banco em que o salário já cai.
Quando a reserva existir, o aporte seguinte pode ir para o objetivo longo, em planejamento de aposentadoria ou em investir com pouco. Antes disso, rentabilidade é assunto secundário.
Fontes
Este texto é educativo. Não é recomendação de investimento, crédito ou seguro, e não promete rendimento, aprovação ou cobertura.
- Reserva
- Liquidez