Publicado em · Atualizado em · Christian Costa · Finanças pessoais · 2 min de leitura

O método 50/30/20 vale a pena?

50/30/20 divide a renda líquida em necessidades, desejos e futuro. É um mapa, não uma lei. Quando o aluguel passa de 50%, o mapa se ajusta em vez de culpar a família.

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O método 50/30/20 sugere dividir a renda líquida em três partes: cerca de 50% para o que a casa precisa (moradia, comida, transporte, conta básica), cerca de 30% para o que é escolha (lazer, delivery, assinatura) e cerca de 20% para o futuro (dívida extra, reserva, aposentadoria). É um mapa de conversa, criado como pedagogia, não uma norma do Banco Central.

Vale a pena como ponto de partida se a renda comporta. Em muita cidade, o aluguel sozinho fura os 50%. Aí o método não “falhou”: a realidade pede outro desenho, por exemplo 70/20/10, sem abandonar a ideia de separar futuro e desejo. O que não vale é sentir culpa porque o número de um livro americano não cabe no contrato do seu bairro. Ajuste e escreva o seu, no orçamento mensal.

Os 20% do futuro, se houver dívida cara, vão primeiro para o rotativo, não para um CDB. Se não houver dívida cara, vão para a reserva. Investir os 20% enquanto o cartão gira é vaidade.

Use o método na reunião de finanças da família. Três potes são mais fáceis de explicar do que trinta categorias. Se a semana estourar o pote do desejo, o controle semanal mostra isso a tempo.

Ninguém precisa do aplicativo oficial do método. Três linhas no papel resolvem. Quando a renda variar, o percentual incide sobre a média dos últimos meses, não sobre o melhor mês do ano. Isso está em como dividir o salário.

Fontes

Este texto é educativo. Não é recomendação de investimento, crédito ou seguro, e não promete rendimento, aprovação ou cobertura.

  • Orçamento
  • 50/30/20
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Perguntas frequentes

Sou obrigado a seguir 50/30/20?

Não. É uma sugestão de divisão. Se a moradia passa de metade da renda, redesenhe os percentuais e mantenha alguma parte para reserva ou para a dívida mais cara.

Os 20% vão para investimento?

Só depois do juro caro e de uma reserva mínima. Enquanto o cartão não fecha, o “futuro” é quitar esse juro.

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