Publicado em · Atualizado em · Christian Costa · Seguros · 2 min de leitura
Vale a pena pagar seguro de vida?
Vale quando alguém depende da sua renda e não teria como se manter se ela cessasse. Não vale como aplicação financeira nem como obrigatório para quem não tem dependente.

Vale a pena pagar seguro de vida quando a renda de uma pessoa sustenta outras e essas outras não teriam como seguir por um tempo se essa renda sumisse. Pai, mãe, quem paga o aluguel da casa. O seguro compra tempo: um capital para a família se reorganizar. Não compra lucro. Se ninguém depende de você e há reserva, o prêmio pode ser melhor no orçamento do que numa apólice empurrada pelo banco.
Não compare seguro com CDB. Quem anuncia “seguro que você resgata com rendimento” está falando de um produto misto, com custo de seguro e com rendimento que precisa ser lido líquido, na proposta. Muitas vezes a reserva separada mais um seguro puro e barato fica mais clara. O funcionamento do seguro puro está em como funciona o seguro de vida. A supervisão é da SUSEP.
Olhe o capital, não o brinde. Um capital de poucos mil reais não sustenta a casa por um ano. Um capital enorme, com prêmio que não cabe, vira mais uma conta atrasada — e apólice inadimplente não paga sinistro. O encaixe é o mesmo das outras contas da família, em como dividir o salário.
Quem já tem cobertura no emprego deve ler o que acontece se sair da empresa. Seguro coletivo acaba com o vínculo, salvo regra de permanência escrita. Não conte com ele como se fosse seu para sempre.
Se a decisão for sim, compre de seguradora autorizada, com beneficiários atualizados, e revise quando nascer filho ou quando a renda mudar. Se a decisão for não, que seja consciente, não um “depois eu vejo” enquanto a família inteira depende de uma pessoa só.
Fontes
Este texto é educativo. Não é recomendação de investimento, crédito ou seguro, e não promete rendimento, aprovação ou cobertura.
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